Há um momento em que o corpo muda e manda-nos abrandar.
Aqui desabafo o que estou a aprender sobre a perimenopausa, o meu corpo, e o começar a cuidar de mim mesma.
Um dia olho-me no espelho e sinto algo diferente. Não é que tenha mudado de repente mas o corpo já não é o mesmo. Há outro ciclo, outra história para contar. Uma história feita de noites sem dormir, calores repentinos, pensamentos nublados e uma estranha sensação de cansaço que não passaria com sono mesmo que conseguisse dormir. Agora entendi o que é fazer parte do clube das 3 am.
Chamam-lhe perimenopausa, depois menopausa, acompanhadas de um pedido silencioso para abrandar, ouvir, e compreender o meu corpo. Durante algum tempo tentei ignorar, seguir como se nada tivesse mudado. Mas, chega um momento que não dá mais porque esses sintomas são reais. Mais café, menos pausa, mais exigência, menos gentileza. Até que entendi que o meu corpo estava apenas a pedir atenção.
Hoje, aprendo com os pequenos gestos como por exemplo: um copo com água antes do café, cinco minutos de movimento, um “não” dito sem culpa, um riso partilhado com alguém que entende ou pelo menos tenta entender. Essas pequenas coisas, tão simples, são o que me dá força.
Ninguém devia atravessar este caminho sozinha.Falar sobre o que sentimos com o companheiro, amigos, com o médico, muda tudo. Dizer “estou cansada”, “ando diferente”, “preciso de tempo” não é fraqueza é autocuidado e estou consciente que às vezes ninguém nos quer ouvir mas há que fazer-se ouvir!
Foi desse lugar que nasceu o meu eBook, “Midlife, Rebooted”. Não um manual técnico, mas uma conversa honesta sobre o que acontece quando o corpo muda de ritmo.
Um guia simples para dormir melhor, acalmar a mente e voltar a sentir-se bem na própria pele.
Se estás nesse a passar por essa fase, entre o que eras e o que estás a descobrir, senta-te um pouco. respira. Existe beleza nessa fase também.
